Eu mudei o nome do meu blog e gosto de como "a beleza do blog, ao contrário das redes sociais, é isso: ele responde ao seu momento", como comentaram em uma das postagens daqui. O nome anterior, nanaview, fazia sentido até não fazer mais. Pra mim, ele representava a minha visão de mundo, das coisas, dos assuntos que eu trazia pra cá, e isso continua. Mas o nome em inglês me incomodava. O fato de eu ter escolhido esse nome sem pensar muito, priorizando mais a estética do que o significado, também me deixava com uma pulga atrás da orelha.
Dizem que, aos 25 anos, o nosso córtex pré-frontal amadurece, e isso influencia como planejamos, controlamos os impulsos, tomamos decisões e regulamos nosso emocional. Curiosamente, em janeiro deste ano, eu comemorei meu 25º aniversário, e talvez essa mudança tenha respingado no blog.
Eu já comentei outra vez que tinha vontade de mudar de nanaview pra outro nome, mas eu escondia esse pensamento embaixo do tapete. De repente, ele ficou alto demais pra eu conseguir ignorar.
Entendo que o nome precisa fazer sentido somente pra mim, mas acho interessante contar a história por trás de Onde a Inércia Mora pra vocês, que leem meus textos e, por consequência, acompanham as mudanças junto comigo. Também porque não foi fácil chegar a um nome que me agradasse, então, quantas vezes eu puder falar sobre isso, eu vou falar, pra valer cada neurônio gasto.
Vocês sabem o que é viver em inércia? É basicamente estar no modo "deixa a vida me levar". É viver no piloto automático. Não porque está feliz assim, mas porque mudar dá trabalho. A pessoa não está escolhendo o caminho, só está sendo levada por ele. A vida até anda, mas você só está sendo empurrada junto, sem tomar decisões de verdade.
É meio triste, meio melancólico, e eu sinto muito se você se identifica, mas é exatamente assim que eu sempre me senti. Seja em terapia, seja em conversas mais profundas, sempre reclamei desse meu estilo de vida, porque, por causa dele, eu não me sinto protagonista da minha própria história. Mas, mesmo incomodada, eu nunca fiz nada pra mudar isso. Continuo estagnada, mesmo no desconfortável.
Enquanto eu quebrava a cabeça pra pensar em um nome bom pra cá, lembrei desse sentimento e logo me perguntei: "Onde, dentro de mim, isso vive?" Quando me dei conta, percebi que eu falo como se fosse algo que me pertence, que vive e mora dentro de quem eu sou. Daí pronto, eu tinha o nome.
Onde a Inércia Mora é sobre observar mais do que viver. É um lugar pra ressignificar e acolher. É sobre entender que, às vezes, a pausa é tão valiosa quanto o movimento; que, em algumas situações, pensar é melhor do que agir; mas que a mudança também é importante, mesmo que sutil e devagar.
Mudei o nome e, logo depois, o layout. Um fato legal de comentar é que a casinha no título do blog foi desenhada por mim, assim como a menina, que é um autorretrato, na coluna direita. Gostei muito dessa ideia de trazer alguns desenhos despretensiosos e tortinhos pra cá. Reforça a ideia de não perfeccionismo que quero manter com as coisas que arquivo aqui.
Eu pensei em reler todas as postagens e deletar as que eu não gosto mais, mas mudei de ideia por esse mesmo motivo.
Pra quem ainda mantém o link antigo do nanaview nos favoritos do navegador ou no blogroll, ele redireciona pra cá, então a mudança não é totalmente necessária, porém é bem-vinda. No mais, é isso. Espero que gostem da nova fase, assim como eu.
O lance do córtex pré-frontal é uma loucura, né, menina? Parece que do nada, a gente acorda. Eu amei a mudança e o conceito, continuaremos tendo as percepções da Nana, mas agora quase como num convite para entrar e tomar um cafézinho. Eu também me vi muitas vezes nesse lugar da inércia e comecei a mudar quando percebi que algumas das dores que sentia vinham justamente como consequência da minha inércia. Se eu deixo a vida me levar, não posso reclamar da jornada e muito menos do destino, mas se tomo as rédeas, aceito as consequências como parte do todo e um reflexo das minhas escolhas que estão diretamente ligadas a quem sou (meio coração pirata do Roupa Nova kkkk).
ResponderExcluirP.S: Amei as ilustrações!! Ficou muito lindo <3
Garota do 330
E sabia que eu achava isso tudo um mito? Não acreditava, não haha. Mas, depois dos 25, a cabeça realmente muda. Acho que é muito fácil a gente cair nesse buraco da inércia, mas é bem difícil sair. Requer autoconhecimento e vontade de mudança suficientes para mudar o rumo das coisas.
ExcluirA fase em que estamos necessariamente respinga no nome do nosso blog. O nome de um blog é um marco importante e tem que fazer sentido para nós naquele momento (tipo eu criando blogs diferentes para cada fase de humor adolescente) ou atender a uma expectativa ou um objetivo de ser (também eu querendo parecer descolada e riot hahaha)
ResponderExcluirEu achei o novo nome do blog muito interessante. Parece nome de livro que te inspira a perseguir a resposta para essa pergunta e/ou refletir sobre a jornada em busca da resposta.
Que essa nova fase tenha muitas descobertas <3
Eu estava relutando em mudar o nome daqui justamente com esse medo de parecer uma adolescente querendo mudar as coisas a cada nova fase de humor hahah. Mas estou feliz com o resultado.
ExcluirEssa coisa do córtex pré-frontal eu não sabia e fiquei pasma que foi nessa idade que comecei de fato a tomar um rumo na vida (mas ainda mais aos 28).
ResponderExcluirAdoro como nomes de blogs sempre refletem sobre quem somos naquele momento seja através do layout ou do nome. Como a Amanda comentou, ficou parecendo nome de livro!
Aaah as ilustrações ficaram a coisa mais fofa e foi a primeira coisa que reparei no layout! *o*
Eu pretendo trazer mais dessas ilustrações para cá, porque percebi que me divirto muito fazendo autorretratos tortinhos como forma de expressão. Que bom que gostou!
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